Defeitos
de fabricação de veículos colocam em
risco a vida dos motoristas
A
General Motors já convocou proprietários de
Astra, Corsa e agora Blazer e S10, modelo 2.000, para comparecerem
à concessionária onde será inspecionada
a coluna de direção. Alega a montadora que,
embora nenhuma ocorrência tenha sido constatada
com veículos já comercializados, existe a
possibilidade de, em alguns casos, ocorrer a soltura de
um dos componentes de fixação, que se não
for reparado, poderá comprometer o controle direcional
do veículo. Resumindo, o motorista poderá
ficar sem controle do carro.
Apesar de gastar fortunas nos jornais de maior circulação,
tv e rádio, a montadora não coloca a informação
sobre a convocação no seu site. O mesmo procedimento
é adotado pelas demais montadoras e fabricantes.
O que demonstra claramente a falta de interesse em divulgar
o fato.
Afinal, por que divulgar pagando nos veículos de
comunicação e não divulgar gratuitamente
no meu site ? Resposta: Apenas para cumprir exigência
legaisdo novo código do consumidor e evitar processos.
A DaimlerChrysler Corporation está convocando 860
mil vans Caravan e Grand Caravan, modelos 93, 94 e 95 ,
para verificar eventuais problemas no air bag, que pode
inflar logo depois de ligado o veículo e, também,
fixação ineficiente da tampa traseira,
o que pode, eventualmente, causar a perda de sua sustentação
. Segundo Alessandro Paladino, especialista de Relações
com o Consumidor, foram vendidos 168 veículos desses
no Brasil. Alegou que o fato não está no site
da Chrysler porque o modelo convocado é antigo.
A Chrysler tem apenas 29 concessionárias no Brasil.
O proprietário de um veículo convocado está
sendo informado de cinco a sete anos depois sobre problemas
no veículo que comprometem a segurança.
E caso resida distante centenas de quilômetros de
uma concessionária deverá arcar com as despesas
de viagem, eventual hospedagem e perda de dia(s) de trabalho
para fazer o reparo gratuito , já que
os fabricantes não pagam as despesas do proprietário
do veículo.
O proprietário de uma Blazer 2000, convocado para
o Recall, poderá viajar centenas de quilômetros,
já ciente do risco que está correndo, e ainda
terá que pagar por isso.
A GM e demais montadoras costumam dar prazo de 180 dias
para que o proprietário, caso descubra que o recall
está sendo realizado, compareça à concessionária
ou oficina autorizada para checagem do problema. A Chrysler
deu 90 dias. Significa que para checar um defeito que deveria
ter sete anos, a empresa dá prazo de 90 dias para
o consumidor.
É importante salientar que o prazo só começa
a correr depois que o consumidor está ciente do problema.
Não é a montadora ou importadora que estabelece
esse prazo.
Para informar ao consumidores os fabricantes costumam enviar
correspondência, no caso de veículos novos,
ainda dentro do prazo de garantia, colocar anúncios
de convocação em jornais de grande circulação,
e fazer inserções na tv e rádio. Esta
operação é feita basicamente para ,
além de comunicar, atender à legislação.
Na prática as montadoras e fabricantes não
têm interesse de divulgar os seus problemas. Segundo
especialistas na matéria, algumas simplesmente não
fazem recall. Através de comunicados
internos, informam às concessionárias, para
que, quando o proprietário aparecer para a revisão,
que chequem o veículo. Caso o problema seja constatado,
efetuar o conserto, sem comunicar ao cliente.
Convocação de proprietários de caminhões
e ônibus também não são comuns.
Há marcas que nunca fizeram. Portanto, uma carreta
com 30 toneladas pode estar circulando com problema grave
sem que ninguém saiba.
O Instituto de Criminalística não é
informado dos problemas dos veículos e as perícias
de veículos acidentados podem estar comprometidas,
pela falta dessa informação.
O www.estradas.com.br coloca seu site, gratuitamente, à
disposição das montadoras para divulgar o
"recall" e solicita a todos os proprietários
de veículos que já passaram por recall,
que informem, para que possamos divulgar no site, permitindo
que, os proprietários de um veículo convocado
possa obter essa informação, caso não
tenha sido informado por outros meios e que, antes de comprar
qualquer veículo, o interessado possa saber, se já
foi realizado um recall daquele modelo. Assim
antes de comprar, poderá checar com o proprietário
anterior se ele levou o veículo para a concessionária
ou oficina autorizada.
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