Marcelo
José Araújo
Classificação
de veículos - categoria prevalente?
O Código de Trânsito em seu Art. 96
faz a classificação dos veículos,
e dentre tais classificações está
aquela em relação à 'Categoria'.
Ela que nos indica ou a propriedade ou a finalidade
para qual se destina o veículo, podendo ser
oficial, representação diplomática
ou consular, particular, de aluguel e de aprendizagem.
Externamente essa classificação pode
ser identificada pela cor das placas e em alguns casos
pela identificação da pintura feita
na lataria. Assim veículos oficiais as placas
são fundo branco e caracteres em preto, sendo
que as portas devem ser pintadas com a identificação
do órgão a que pertencem (isso é
Lei!), nos de aluguel as placas têm fundo vermelho
e caracteres em branco, as de aprendizagem o fundo
da placa é branco e os caracteres em vermelho,
sendo que deve ter pintura lateral de 'Auto Escola',
as de representações são de fundo
azul e caracteres em branco e as particulares com
fundo cinza e caracteres em preto.
Para saber qual categoria o veículo deve ser
registrado, deve-se portanto levar em consideração
sua propriedade e finalidade. Assim, um veículo
particular não pode ser usado como táxi
(aluguel), mas um táxi pode ser usado por seu
dono e sua família para uso particular; um
veículo particular não pode ser usado
para instrução de Auto Escola, mas o
dono da Auto Escola pode usá-lo numa viagem
particular. Diante desses exemplos devemos concluir
que sempre que a 'disputa' for entre a categoria particular
e outra, essa outra é que prevalecerá.
O grande problema seria quando a tal 'disputa' se
dá entre categorias que não a particular,
como seria o exemplo de um ônibus que seja pertencente
à prefeitura e que seja utilizado no transporte
de escolares mediante remuneração -
placa branca de oficial ou placa vermelha por ser
transporte remunerado? Ou um carro que seja da prefeitura
e seja utilizado numa suposta Auto-Escola pública
para carentes, placa branca de oficial ou placa de
fundo branco com caracteres em vermelho da Auto-Escola?
O primeiro exemplo é típico de prefeituras
que utilizam seus ônibus tanto para transporte
de escolares quanto outros transportes mediante alguma
remuneração. A 'disputa' nesse caso
só não ocorreria se fosse absolutamente
gratuito o transporte, o que no caso da Auto-Escola
pública permaneceria a dúvida.
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