Segurança no Trânsito

Fernando Luiz Nogueira Pedrosa


O fator humano nos acidentes

O acidente de trânsito é conseqüência de um comportamento inadequado do ser humano, fruto de um processo psicológico que não funcionou bem.

Causar um acidente por derrapar numa estrada, com chuva, andando com pneus "carecas", sem dúvida, envolve o fator humano. Não foi o engenheiro que construiu a estrada, nem o fabricante que produziu o pneu. Mas o motorista imprudente o verdadeiro culpado pelo acidente.

Por outro lado, pedestres que atravessam entre os carros nas ruas ou que se expõem à noite, nos acostamentos das rodovias também são os maiores responsáveis pelos ocorrências trágicas.

As falhas humanas podem ser:

- Diretas: atos deliberados, omissões ou atos falhos;
- Indiretas: condições e estados de motoristas de origens fisiológicas, mental ou emocional, assim como condições de experiência e familiaridade com o trânsito.

Entre as circunstâncias que podem causar acidentes de trânsito, destaca-se o Desajuste Social.

Muitos acidentes são cometidos por motoristas que não observam as mais elementares normas de trânsito. Essa atitude antisocial indica que provavelmente, tais pessoas também não levam muito a sério outras leis e não se importam em constituir um peso para a sociedade.

Uma pesquisa comparativa envolvendo cento e quatorze criminosos presos que também eram motoristas constatou que eles receberam três vezes mais multas e se envolveram vinte vezes mais em acidentes fatais que motoristas não criminosos. Daí a afirmação: o homem dirige como vive.

Estudos comprovam que as características de motoristas infratores que se envolvem freqüentemente em acidentes são: pouca consciência de cidadania, tendência antisocial, atitude negativistas, tendência a atribuir a responsabilidade e o controle dos fatos sempre a fontes externas e experiência escolar negativa.

Por outro lado, foram comprovadas algumas características próprias de motoristas sem acidentes: pessoas capazes físicas e intelectualmente, maridos, esposas ou pais responsáveis, dignos , sóbrios, econômicos e cautelosos, bem como profissionais dignos de confiança, leais e esforçados. Portanto, pode-se afirmar que pessoas respeitadas pelos outros não são agressivas no trânsito.


Fernando Pedrosa
Jornalista e Publicitário. Especialista em Prevenção no Trânsito.
Ex- Coordenador do Programa PARE do Ministério dos Transportes
Membro da Câmara Temática de Educação e Cidadania do CONTRAN 2002/2006



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