Eduardo
Fernando de Souza
A
atuação do enfermeiro no resgate rodoviário
A
atividade do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar
aos acidentes em rodovias é caracterizada pela
assistência direta, pela capacitação
da equipe de enfermagem e pela estruturação
e administração do serviço de
RESGATE RODOVIÁRIO.
Participante ativo da equipe de Resgate, o enfermeiro
assume em conjunto com a equipe, a responsabilidade
pela assistência prestada às vítimas.
Atua onde há restrição de espaço
físico e em ambientes diversos, em situação
limite de tempo, da vítima e da cena e, portanto,
são necessárias decisões imediatas,
baseadas em conhecimento e rápida avaliação.
Realizando a previsão de necessidades da vítima;
definindo prioridades; iniciando intervenções
necessárias; fazendo a estabilização,
reavaliando o estado geral e realizando o transporte
da vítima para tratamento definitivo (THOMAZ;
LIMA, 2000).
O
Enfermeiro que atua no ambiente pré-hospitalar
em Rodovia, não desenvolve apenas habilidades
e competência no cuidado ao paciente clínico
ou politraumatizado, mas também é preparado
para enfrentar desafios que são encontrados
diariamente nas Rodovias.
Os conhecimentos agregados de Rodovia, de Atendimento
Pré-Hospitalar e Salvamento, proporcionam ao
Enfermeiro qualidades impares no atendimento aos acidentes
rodoviários, pois a sua atuação
e de toda a equipe fará a diferença
para o melhor prognóstico da vítima.
Esta realidade só consegue ser vivenciada
na atividade propriamente dita, na qual o enfermeiro
deparar-se-á com:
-
a limitação do espaço físico,
para realização dos procedimentos;
- vítimas em locais confinados, encarceradas
ou presas nas ferragens;
- vítimas em situações especiais
como tentativas de suicídio;
- condições climáticas adversas;
- falta de luminosidade (atendimentos noturnos ou
em espaços fechados);
- excesso de ruído e vibração
no ambiente (aumentando também o estresse),
que dificulta a realização de técnicas;
- situações adversas: como risco de
explosão, tiroteios, entre outros;
- atendimento a múltiplas vítimas;
- emoções exacerbadas dos circundantes,
que vão da emoção de familiares
até de transeuntes presentes na cena;
- risco de acidentes no trânsito para chegar
ao local da solicitação em um menor
tempo possível;
- vivenciando situações adversas de
tráfego (sinalização e canalização
de tráfego, fechamento de faixa de rolagem,
apreensão de animais e orientações
diversas aos usuários).
Estas e tantas outras situações aumentam
a adrenalina do profissional que atua nesta atividade,
tornando-a dinâmica e eletrizante, porém
em alguns casos, o índice de estresse pode
ser muito alto, geralmentequando o enfermeiro se depara
com as seguintes situações:
- atendimento de colegas de trabalho vítimados
na Rodovia;
- ter que lidar com a frustração do
atendimento que resulta em óbito, principalmente
de jovens e crianças, após o investimento
de toda equipe para reversão do quadro;
- doença ou lesões em algum membro da
equipe durante o atendimento;
- exposição a doenças infecto-contagiosas.
Dentre as várias atividades que o enfermeiro
deve realizar no atendimento pré-hospitalar,
encontra-se o que deve ser feito antes, durante e
após o atendimento.
Antes do atendimento, o enfermeiro deve organizar
o seu equipamento de proteção individual,
realizar o check-list, preparando e verificando os
equipamentos, materiais e medicações
para a atividade afim.
Os equipamentos são todos portáteis,
o que facilita muito na hora do atendimento, tanto
os materiais quanto as medicações são
acondicionadas em mochilas padronizadas com cores
internacionais, ou seja, cor azul (material de assistência
respiratória), cor vermelha (material para
reposição volêmica), cor amarela
(medicação,) de forma a facilitar sua
utilização na assistência à
vítima, nas quais deve haver todo o material
necessário para o atendimento imediato.
Cabe ao profissional de Atendimento Pré-Hospitalar
ser preciso, aproximar-se do perfeito, ter uma postura
calma e firme, estar consciente de sua escolha profissional
e utilizar todo o seu conhecimento e humanismo para
prestar o atendimento.
"Pois a principal causa de morte pré-hospitalar
é a falta de atendimento, e a segunda é
o socorro inadequado".
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