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de Recall |
Recall
terá novas regras. Desta vez, mais rigorosas
O Ministério da Justiça vai publicar uma portaria que regulamenta
o recall. As multas para empresas que demorarem a informar
os consumidores dos defeitos podem ser maiores Novas regras
para o recall, com punições mais severas para as empresas,
vão ser publicadas até o fim de agosto. Recall é o termo
usado para designar a troca de peças com defeito de fabricação
após a venda do produto que as contém. O Ministério da Justiça
vai apresentar portaria que pretende rever as punições e
as obrigações de empresas que tiverem de fazer recall, pois
a lei vigente não estaria adequada à realidade do mercado.
A elaboração da portaria está sendo feita em conjunto com
os órgãos de proteção aos consumidores. Pela nova regra,
por exemplo, as empresas deverão comunicar oficialmente
o governo que terão de fazer recall. Hoje, os casos são
julgados pelo artigo 10.º do Código de Defesa do Consumidor.
Segundo Ricardo Morishita Wada, diretor de programas especiais
do Procon-SP, o código diz que o fornecedor não pode colocar
no mercado um produto que seja nocivo ou perigoso à saude
ou segurança dos consumidores. "É fundamental o consumidor
reclamar para as empresas saberem dos defeitos." Wada diz
que ao saber dos defeitos os fornecedores têm de imediatamente
comunicar os consumidores. "As empresas são obrigadas a
veicular anúncios em rádio, televisão e na mídia impressa."
Depois de anunciar na mídia, a empresa tem de comunicar
quais medidas serão tomadas e quais os procedimentos que
o consumidor deve tomar. A General Motors, por exemplo,
foi multada em R$ 3,2 milhões pelo Departamento de Proteção
e Defesa do Consumidor (DPDC), pela demora para informar
os proprietários dos veículos Corsa e Tigra, fabricados
até 99, sobre a falha no cinto de segurança. Para Glauco
Arbix, professor do Departamento de Sociologia da USP, o
Brasil é muito atrasado neste assunto. "Faltam verbas para
pesquisas (que identificam os defeitos)." Os Estados Unidos,
diz ele, investem milhões de dólares em pesquisas e tudo
é muito bem regulamentado. Casos semanais O recall faz parte
do dia-a-dia do americano desde a década de 60. "Toda semana
há um." Arbix diz que a prática é constituída de dois movimentos.
No primeiro, a empresa assume que colocou no mercado produtos
com defeito e conserta. No segundo, diz ele, a empresa tem
a imagem arranhada. "Ela reconhece que vendeu um produto
com defeito." E os consumidores têm dois pensamentos: "Ou
foi negligência ou pressa de lançar novos produtos no mercado."
Arbix diz que na indústria automobilística, onde acontecem
muitos recalls, nunca foi provado que a competição e a rapidez
de novos lançamentos foram os responsáveis pelos defeitos
nos carros. Caso o erro seja comprovado pode ser fatal para
uma empresa. Arbix exemplifica o caso dos pneus da Bridgestone
Firestone que estouravam na picape Ford Explorer. "Uma empresa
acusa a outra de ser culpada." Segundo ele, a Ford encomendou
uma pesquisa que custou mais de US$ 30 milhões para provar
que a culpa é da Firestone. "A Firestone também encomendou
uma pesquisa para provar que a culpa é da Ford." De acordo
com Arbix, uma companhia fica colocando a culpa na outra
porque nehuma delas quer ter a imagem arranhada e nenhuma
delas quer arcar com as indenizações. "Nos EUA existem mais
de 400 grupos que pretendem obter indenizações." Nada ainda
foi provado, porém, a imagem da Firestone foi tão arranhada
que analistas dizem que a empresa pode quebrar.
Fonte:
Agência Estado
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para checar possível defeito grave de fabricação, que pudesse
comprometer a segurança do usuário. Saiba mais sobre a Caixa Preta
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