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de Recall |
RECALL
Menos
da metade dos donos de veículos Gol, Corsa, Tigra e Palio
procuraram as concessionárias para substituir as peças defeituosas
Cerca de 780 mil veículos com peças defeituosas continuam
circulando no País. São consumidores que não atenderam a
convocação de recall feita pelas montadoras. É o caso do
engenheiro civil Pedro Manoel de Oliveira Girão, 40 anos.
Apesar de ter tomado conhecimento do recall do Corsa, em
outubro do ano passado, até agora ele não levou o carro
para fazer a troca da haste de fixação do cinto de segurança.
“Por falta de tempo, acabei deixando para resolver o problema
depois”, justifica. Nos últimos dois anos foram feitas 41
convocações de recall no Brasil, envolvendo automóveis nacionais
e importados. Esse número pode passar de 1 milhão, já que
corresponde a soma de veículos Gol, linha Corsa, Tigra e
linha Palio (antiga) que ainda não passaram pelo conserto.
Um balanço feito pela Volkswagen, General Motors e Fiat
constatou que menos da metade dos proprietários de automóveis
com problemas de fabricação estiveram nas concessionárias
para fazer o reparo. De 1.062.737 donos de veículos da linha
Corsa, fabricados entre 1994 e 1999, e Tigra, apenas 43,83%
(465.830) procuraram substituir a peça de fixação do cinto
de segurança dianteiro. O recall do Corsa é o maior da história
da indústria automobilística no País. De acordo com a assessoria
de imprensa da GM, a montadora cumpriu todos os procedimentos
necessários. Enviou cartas aos clientes e continua atendendo
aqueles que ainda não efetuaram troca de peças do cinto
de segurança. Depois de constatar que os automóveis Gol
Special e Geração III, produzidos entre setembro e dezembro
de 1999, apresentavam problemas na fechadura das portas,
a Volkswagen convocou 18 mil proprietários para fazer a
correção. Até agora 45% deles compareceram. Já no caso do
Golf, que atingiu 10 mil donos do modelo, 65% atenderam
ao chamado para resolver problemas na suspensão dianteira
dos veículos. O assessor técnico da Fiat Automóveis Carlos
Henrique Ferreira explica que a baixa procura pelo recall
é historicamente normal. “Existe uma procura maior logo
quando se anuncia. Depois não é prioridade para o proprietário
do veículo levar o carro apenas para fazer esse conserto.
Ele deixa para quando houver outra necessidade - a de revisão,
por exemplo - e então faz o recall”, diz Ferreira. Segundo
ele, dos 320 mil donos de Palio, Siena, Weekend e Picape
Strada com motorização 1.0, fabricados entre maio de 1998
e setembro de 2000, só 40% fizeram o recall do cinto de
segurança. A Fiat adotou a medida, que chamou de preventiva,
depois que um teste realizado pela Revista Quatro Rodas,
entre populares, teve o cinto de segurança rompido. COMO
FAZER - As montadoras dão um prazo referencial de seis meses
para a realização do recall, mas legalmente o dono do veículo
pode solicitar a substituição da peça defeituosa, mesmo
depois desse prazo, segundo o juiz João Maurício Guedes
Alcoforado, do Juizado Especial das Relações do Consumo.
“O consumidor pode pedir para sanar o defeito a partir do
momento em que tomou conhecimento dele. Mas no caso do recall,
o ideal é que ele atenda a convocação para evitar que acidentes
aconteçam”, ressalta o juiz. Quem possui um veículo com
equipamento defeituoso e ainda não levou o carro para fazer
a correção, deve procurar uma das concessionárias da marca.
O ideal é agendar um horário. As centrais de atendimento
ao cliente das montadoras também informam sobre quais os
modelos incluídos nos recall. Todo o serviço é gratuito.
Fonte:
Jornal do Commercio - Recife
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Consumidor
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nos seus sites
O consumidor deseja que as montadoras e fabricantes de veículos
coloquem, nos seus sites, a relação
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foram convocados a levarem seus veículos a uma concessionária
para checar possível defeito grave de fabricação, que pudesse
comprometer a segurança do usuário. Saiba mais sobre a Caixa Preta
da Indústria Automobilística.
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