Governo
vai definir regras para recall
O Departamento
de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça,
vai editar nas próximas semanas uma portaria regulamentando as regras
para os procedimentos de recall em todo País. Antes de ser publicada,
porém, a portaria ainda deverá ser analisada pelo Departamento Jurídico
do Ministério. No documento estarão descritos as informações em relação
aos defeitos dos produtos que deverão ser prestadas pelos fabricantes
aos órgãos de defesa do consumidor. A determinação para que as empresas
façam recall ao reconhecer um problema em seus produtos já consta do
artigo 10 do Código de Defesa do Consumidor. Segundo o diretor do DPDC,
Roberto de Freitas Filho, com essa regulamentação as normas a serem
seguidas ficarão mais claras. A portaria tornará obrigatório, por exemplo,
que as empresas que forem fazer o recall informem imediatamente aos
órgãos de defesa do consumidor a data precisa na qual tiveram conhecimento
dos problemas apresentados em seus produtos. GM O DPDC e os Procons
de São Paulo e Belo Horizonte decidiram unificar a decisão sobre a punição
da General Motors. A multa a ser aplicada à empresa pode chegar a R$
3,2 milhões, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. Mas, por
enquanto, ainda não há definição de valores. Os técnicos do Ministério
da Justiça entendem que, se cada Procon optasse por uma multa específica
para a GM, poderia levar a empresa a recorrer à Justiça, o que fica
mais difícil se a punição for unificada. Pela análise inicial dos técnicos
dos órgãos de defesa do consumidor que cuidam do caso, a GM demorou
muito tempo para fazer o recall dos veículos modelo Corsa e Tigra. No
dia 29 de setembro de 2000, o DPDC recebeu o primeiro relatório da General
Motors informando sobre a necessidade de fazer a operação em nível nacional.
A instalação do kit, fabricado na Alemanha - que teve como objetivo
dar maior suporte às presilhas dos cintos de segurança - começou a ser
feita em meados de outubro. No entanto, ao anunciar o recall de 1,3
milhão de veículos, os representantes da empresa admitiram que esse
defeito pode não ter evitado que duas pessoas morressem em acidentes
envolvendo carros modelo Corsa, cujos cintos se soltaram há cerca de
dois anos.
Fonte:
Agência Estado