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Em
plena Serra da Mantiqueira, Mauá foi descoberta pelos
hippies nos anos 70 e, desde então, tornou-se referência
para a geração paz e amor. O clima zen que ainda
impera na região começa a ser sentido tão
logo o viajante encara os 22 quilômetros poeirentos
que levam à cidade.
As
condições da estrada de terra melhoraram muito
nos últimos anos, embora ainda haja riscos constantes
de queda de barreiras - nada que deve desencorajar uma viagem
até lá. Afinal, o clima da montanha, o ar puro,
a paisagem verdejante, as
cachoeiras, as piscinas e tobogãs naturais são
uma benção aos turistas, a maioria acostumada
com a correria e o estresse da cidade grande.
A
História revela que os primeiros a chegar à
região de Visconde de Mauá foram os imigrantes
alemães, no começo do século 20. O clima
de montanha e as baixas temperaturas facilitavam a comparação
com os Alpes. Peças de roupas quentinhas devem, portanto,
ser colocadas na mala. Luvas e cachecóis nunca são
demais. No inverno, a temperatura oscila entre 3 e 6 graus.
E mesmo nas demais estações, a temperatura sempre
cai à noite.
Na
entrada da cidade, um posto de informações turísticas
recebe os visitantes. Quem parar ali sairá com um roteiro
ecológico prontinho. Mas o ideal mesmo, como em qualquer
destino, é aproximar-se dos nativos, trocar idéias
e pedir dicas de onde ir e de o que fazer.
Quem
mora em Mauá tem sempre uma boa história para
contar. Muitos nativos são ex-turistas que, quando
conheceram a vila, se apaixonaram pelo local e nunca mais
foram embora. Eles adoram conversar e têm histórias
interessantíssimas para contar.
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