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Tradicional cidade paulista desempenhou papel relevante na
evolução histórica e econômica
do país.
No
ciclo do ouro foi núcleo irradiador de bandeirismo
e no Segundo império, durante o surto cafeeiro do Vale
do Paraíba, destacou-se como o município de
maior produção em café na zona paulista,
após superar graves períodos de crise econômica
e social, Taubaté projeta-se hoje como centro industrial,
pecuarista e rizicultor, além de ter significativa
função cultural como a cidade universitária
do Vale do Paraíba, os ciclos econômicos e as
diferenciações éticas do povoamento,
imprimindo traços contrastantes e pitoresco na sua
fisionomia urbana de cidade tricentenária e na alma
do seu povo.
Igrejas
coloniais e antigas solares, permanecem testemunhando outras
eras, ao lado de modernos edifícios, o acervo de tradições,
os hábitos populares e as manifestações
folclóricas, se conservam ainda, impregnadas das influencias
do colonizador branco, do negro dos cafezais e do ancestral
indígenas, e o 'passado'e o 'presente'em equilibro
harmonioso que tornam Taubaté uma cidade alegre, sem
austeridade, mas, com aspecto acolhedor das velhas cidades
que tem muito o que contar.
Poucas
cidades brasileiras tiveram tão importante atuação
nos acontecimentos históricos nacionais, quanto Taubaté.
Fundada
por Jacques Félix (c. 1640), Taubaté foi o 1º
núcleo de povoamento, oficialmente formado no Vale
do Paraíba, como ponto de partida para o povoamento
de toda a região valeparaibana. As primeiras famílias
de povoadores que, a convite de Jacques Félix, transferiram-se
de São Paulo de Piratininga para Taubaté, iniciaram
seu povoamento, dando origem aos troncos das mais antigas
famílias locais: Albernaz, Barreto, Bueno, Costa, Cabral,
Gil, Siqueira, Toledo, entre outras. Por provisão datada
de 5 de dezembro de 1645, Taubaté tornou-se vila com
o nome de São Francisco das Chagas, tendo sido o 1º
povoado em todo o Vale do Paraíba a alcançar
esta posição; para tanto, Taubaté já
deveria, necessariamente, possuir sua igreja matriz, câmara
e cadeia pública, além de moinhos e engenhos.
Ainda
no século XVII, Taubaté destacou-se na História
nacional como importante centro de atividades bandeiristas.
De Taubaté partiram inúmeros bandeirantes -
Antônio Rodrigues Arzão, Bartholomeu Bueno de
Siqueira, Carlos Pedroso da Silveira, Antonio Dias de Oliveira,
Thomé Portes Del Rei, entre outros, que se tornaram
os fundadores de muitas cidades, entre as quais, as conhecidas
"cidades históricas" de Minas Gerais: Ouro
Preto, Mariana, São João Del Rei, Tiradentes,
Caetés, entre outras.
Foram
taubateanos os primeiros a descobrir ouro em Minas Gerais
(1693), por isso, foi instalada em Taubaté (1695) uma
das primeiras Casas de Fundição e Quintos do
Ouro, do Brasil.
A
Inconfidência Mineira (1789) contou com a participação
de elementoss de Taubaté: o Pe. Carlos Correa de Araujo,
paroco da Vila de São José Del Rei (atual cidade
de Tiradentes) e seu irmão, o sargento-mor Luiz Vaz
de Toledo Piza, pertencente à polícia da vila
de São João Del Rei; ambos viviam em posição
de destaques nas vilas mineiras, envolvidas naquele importante
episódio de nossa História nacional. Na histórica
viagem que fez desde o Rio de Janeiro, até São
Paulo e Santos (1822), o principe D. Pedro, tendo pernoitado
na vila de Taubaté (de 21 para 22 de agosto), recebeu
inteiro apoio da população local, tendo levado
em sua companhia, seis taubateanos de origem e dois radicados,
como membros integrados de sua comitiva e que estiveram presentes
no momento histórico de "7 de Setembro" -
a proclamação da independência política
do Brasil.
Vinte
anos mais tarde (1842), Taubaté também teve
importante atuação na Revoltas Liberais, de
que resultou a vinda do então Barão de Caxias
a Taubaté, em companhia de "pacificação";
nesse mesmo ano (1842), a 5 de fevereiro, Taubaté tornou-se
cidade, a 1ª vila do Vale do Paraíba, a conquistar
esta condição.
Ainda no século XIX, Taubaté destacou-se como
importante centro produtor de café, contando com 86
fazendas produtoras no município.
Antecipando-se
em mais de dois meses à Lei Áurea, a Câmara
de Taubaté concedeu a liberdade aos seus escravos,
no dia 4 de março de 1888, sendo uma das poucas cidades
brasileiras a fazer tal concessão.
O pioneiro industrial no Vale do Paraíba, foi conquistado
por Taubaté, ainda no final do século XIX (1891)
com a fundação da Companhia Taubaté Industrial
(C.T.I.) pelo empresário Félix Guisard.
Em
1900, Taubaté foi o município que mais produziu
café em todo o Vale do Paraíba, sediando (1906)
uma importante convenção - o "Convênio
do Café" - que reuniu, a 26 de fevereiro daquele
ano, os representantes dos governos de São Paulo, Minas
Gerais e Rio de Janeiro (os 3 maiores produtores de café
do país), para a regulamentação da produção
e comércio do café.
Alguns
anos mais tarde, já na década de 1930, Taubaté
teve importante participação na Revolução
Constitucionalista (1932), tendo enviado várias tropas
de voluntários para as frentes de combate, destacando-se,
entre outros, o "Batalhão Jacques Félix".
Em
diferentes momentos, Taubaté tem se destacado em vários
acontecimentos da vida social, política e econômica
do Vale do Paraíba, de São Paulo e do Brasil.
Atualmente,
Taubaté encontra-se perfeitamente integrada à
realidade regional e nacional, recordando com orgulho suas
origens históricas de cidade antiga que muito tem contribuído
para a História nacional.
Curiosidade:
O
Vale do Paraíba, região no eixo Rio-São
Paulo, possui grande tradição cultural, pois
foi o ponto de partida de bandeirantes e tropeiros que desbravaram
o território brasileiro.
Desde
cedo, a comunicação desempenhou importante papel
no desenviolvimento da região, e nesse panorama, a
comunbicação impressa desenvolveu-se largamente.
A
partir do século XIX, surgem ps primeiros jornais em
diversas cidades do Vale do Paraíba. Em Taubaté,
o primeiro jornal, O Taubatèense, surgiu em 1861, dando
início a uma imprensa que contaria com cerca de 400
títulos, entre periódicos e publicações
dibversas, nos últimos anos.
ONDE
SE HOSPEDAR: Selecionamos as melhores opções
da região:
COMO
CHEGAR: Veja
aqui o Guia da Presidente Dutra / Rio-São Paulo (BR-116)
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