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Município localizado na região sudeste do Estado,
distante 115 Km da cidade de São Paulo e integrante
RMC Região Metropolitana de Campinas. A cidade tem
predominantemente um clima de altitude Tropical, à
uma altitude média de 600 metros e temperatura média
de 25º C, dias ensolarados em torno de 75% do ano.
Apesar
do crescimento acelerado, Sumaré preserva características
típicas de cidade do interior, como praças arborizadas,
locais para caminhadas e espaços de convivência.
Por outro lado, a grande concentração de indústrias
deu ao município a segunda maior população
da Região Metropolitana de Campinas, além de
fomentar uma bem-estruturada rede de serviços e comércio.
Além dos negócios gerados pela intensa atividade
industrial, os visitantes são atraídos pela
história da cidade, ligada à ferrovia e à
forte imigração de europeus. Sumaré também
integra o Circuito Turístico de Ciência e Tecnologia
e cresce a cada ano no chamado turismo rural, já que
toda a região é rica em belezas naturais e diversidade
agrícola.
O
que visitar
No
Horto Florestal, o visitante encontra trilhas ecológicas
de vários níveis de dificuldade, além
de viveiro de plantas. Para os que viajam com crianças,
a boa pedida é o parque aquático Paraíso
das Águas. Com 100 mil m², o local oferece sete
piscinas, quadras, vestiários, lanchonete, três
tanques para pescaria e quiosques para churrasco, tudo informatizado
por meio de cartões. Outros pontos turísticos
badalados de Sumaré são a Represa Marcelo Pedroni,
o Casarão da Fazenda Sertãozinho (1870) e a
Estação Ferroviária, inaugurada em 1875
e reconstruída em 1916.
História
Em
meados do século XVIII, surge nesta região a
Vila de São Carlos das Campinas. Ao seu redor vão
surgindo as sesmarias, grandes porções de terras
incultas e devolutas que o governo imperial concedia a pessoas
que gozavam de prestígio pelo império português
no Brasil. Sumaré tem a sua origem vinculada as sesmarias.
As mais antigas referências à região do
Quilombo, há mais de 200 anos, são encontrados
em documentos de doação das sesmarias.
Com
o desmembramento das sesmarias, a região passa a ser
formada por fazendas. Em suas culturas, destaque para o café.
Com fazendas e povoado formados, no dia 26 de julho de 1868
foi construída uma capela dedicada à Nossa Senhora
de SantAna, marco da fundação de Sumaré.
Em
1875, com a inauguração da estação
da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, o povoado progrediu
rapidamente. A Estação recebeu o nome de um
dos maiores engenheiros brasileiros, Antonio Pereira Rebouças
Filho.
Em
1920, em franco desenvolvimento, o povoado já contava
com energia elétrica, posto policial, iluminação
pública, cartório, escola, serviço telefônico,
igreja matriz, subprefeitura e pronto socorro. O serviço
de abastecimento de água foi inaugurado em 1934.
Sumaré,
em seus primordios era conhecida como Quilombo. Com a passagem
da estrada de ferro, Quilombo passou a ser chamado Rebouças.
A denominação Sumaré, nome de uma orquídea
originária desta região, se deu em 1945, por
meio de um plesbicito. A escolha do nome se deu em face que
a legislação brasileira impedia dois povoados
ter o mesmo nome. Na época, existia uma cidade, com
nome de Rebouças, no Paraná. O nome da orquídea
Sumaré foi escolhida dez anos antes da emancipação
politico administrativa do município, que conquistaria
a sua independência de Campinas no 1° de janeiro
de 1953. Sumaré é elevado à condição
de Comarca no ano de 1964.
A
partir da década de 60, a população sumareense
passou a registrar um crescimento vertiginoso. Na década
de 70, o crescimento demográfico chegou a quase 400%.
O crescimento populacional se deu, basicamente, pela grande
oferta de terrenos, a preços acessíveis, e pelo
desenvolvimento industrial. Sumaré passou a ser visto
como uma terra de oportunidades, atraindo migrantes de todas
as regiões do Brasil.
Imigrantes
e migrantes
A
história de Sumaré se divide nitidamente em
duas partes: até 1950 sua população era
basicamente formada por imigrantes italianos e portugueses;
depois de 1950, pela presença de migrantes de todos
os estados do Brasil. Os imigrantes vieram quando o café
chegou a Campinas na segunda metade do século XIX.
A produção cafeeira avançava para o oeste
paulista deixando para trás as terras cansadas e as
antigas fazendas retalhadas em pequenos sítios, agora
ocupadas pelos imigrantes. Eles compravam terras, praticavam
a agricultura nas imediações de Sumaré
ou abriram comércio na zona urbana. O vilarejo crescia
ao redor da Estação de Rebouças, impulsionado
pelo comércio, pela incipiente indústria de
sabão, de tijolos, de bebidas e pela atividade extrativa
da madeira.
Em
1907 o povoado tinha perto de 300 habitantes, em 1912 pouco
mais de 400, em 1940 o distrito tinha perto de 5.000 e em
1950 chegava a 6.000. Coincidido com a industrialização
do Sudeste, as indústrias alcançaram Sumaré
nos anos 50 e a partir de então o município
vivenciou um crescimento vertiginoso a cada década.
Em 1943 veio a 3M do Brasil e, de lá para cá,
dezenas de outras indústrias seguiram o mesmo caminho,
impulsionando o desenvolvimento do município. Em 1991,
o distrito de Hortolândia conquistou a emancipação
político-administrativa de Sumaré. Na agricultura,
atualmente, o seu forte é a produção
de tomate, que exporta para os países do Mercosul,
e a cana-de-açúcar, sendo esta cultura, a que
concentra a maior área de cultivo.
COMO
CHEGAR:
Veja aqui o Guia São Paulo - Uberlândia (Via
Anhanguera - SP-330)
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