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Rodovia
Washington Luís
Inaugurada
em 1928, a primeira rodovia asfaltada do Brasil e, posteriormente,
incorporada pela atual BR 040, que liga o Rio de Janeiro a Belo Horizonte
e Brasília, cujo trecho, da Cidade Maravilhosa até Juiz
de Fora, foi concedido à iniciativa privada, em 1996.
Pelos idos de 1926, o presidente da República, Washington
Luís, declarava à Nação que "governar
é abrir estradas, num país em que, em 1927, tinha
93.682 automóveis e 38.075 caminhões. O Distrito
Federal e o Estado do Rio de Janeiro somavam 13.252 automóveis
e 5.452 caminhões.
A estrada Rio-Petrópolis constituiu-se numa das prioridades,
notadamente pelo fato de a imprensa fazer pesadas críticas
pelo abandono do caminho à Cidade Imperial. Não
era para menos: as enxurradas de dois verões levaram a
areia e o saibro de macadame da serra, enquanto a tabatinga da
Baixada abria-se em sulcos intransitáveis. Um dos jornais
comentava o retrocesso, naquela época em que as baratas,
cupês e cabriolés voltavam a subir, a bordo dos vagões
da Leopoldina.
A picareta, a pá, a enxada e as carrocinhas de burros eram
os instrumentos de trabalho, numa fase de surto de malária
na Baixada, sem esquecer o frio da serra de Petrópolis.
Os operários ocupavam improvisados alojamentos no alto
da montanha.
Com oito metros de largura de plataforma, a Rio-Petrópolis
era inaugurada pelo presidente Washington Luís, em 25 de
agosto de 1928, ao lado de seis ministros e de autoridades regionais.
No dia seguinte, domingo, nada menos do que 1.783 carros passavam
pela estrada, levando um cronista social a compará-la a
uma Avenida Central, devido às enormes filas, vagarosas.
Dois dias depois, numerosos caminhões assustavam os usuários,
temerosos dos perigos das alturas. Três anos adiante, os
22 km da serra começavam a receber revestimentos de concreto.
Três viadutos venceram as profundas grotas existentes, pela
ousadia com que conduziram o concreto desfiladeiro abaixo.
A antiga Rio-Petrópolis foi considerada, por muito tempo,
a melhor rodovia da América do Sul. De Petrópolis
a Juiz de Fora, a rodovia BR 040 corta cinco municípios,
num percurso de 138 quilômetros, com volume de tráfego
de sete mil veículos/dia e menor índice de cargas,
em relação a Rio-Bahia, segundo informação
do DNER.Suas obras tiveram início em 1975 e concluídas
cinco anos depois, seguindo longo percurso em região montanhosa,
plana, ondulada, com trechos de pista simples (7,20 m) e duplas
(14,40 m), de largura.
Em 1º de março de 1996 foi privatizada, pelo prazo
de 25 anos. A Concer, empresa ganhadora da licitação,
assegura o investimento de US$ 760 milhões, durante o contrato,
sendo US$ 300 milhões em obras de recuperação,
melhoramentos e ampliação da capacidade de tráfego
e o restante na operação da rodovia. Das três
praças de pedágio, duas se localizam em território
fluminense - kms 104 (Duque de Caxias), 45 (Pedro do Rio) e um
em Minas - 814 (Simão Pereira).
Segundo empresa, ano passado foram recuperados cerca de 600 mil
m² de grama e hidrossemeadura, além de obras de recuperação
estrutural em território mineiro.
Em comendador Levy Gasparian, na divida do território fluminense
com o mineiro, a 130 km do Rio de Janeiro e a 440 km de São
Paulo, destaca-se o bonito chalé em estilo francês,
construído em 1860.
Trata-se do Museu Rodoviário, localizado próximo às
margens do rio Paraibuna, em Mont'Serrat, no km 146, da União
Indústria, inaugurado em 23 de junho de 1972. |
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