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Caminho
do Mar
Sua
história tem início em 1560, quando Mem de Sá
encarregou os jesuítas, capitaneados pelo Pe. José
de Anchieta, de abrir novo caminho ligando São Vicente
ao Planalto Piratininga. Com o tempo, suas condições
foram se deteriorando e, em 1661, o Governo da Capitania de
São Vicente mandou construir a Estrada do Mar, com
mais de 70 pontes, que permitiam o tráfego de veículos.
Numa terceira etapa, em 1789, Bernado José de Lorena,
governador da Capitania, determinou a recuperação
da Caminho do Mar e a pavimentação com lajes
de granito no trecho da Serra, a chamada Calçada de
Lorena, que ainda está preservada em parte.
Aproveitando nova lei do Império, que autorizava a
existência de barreiras nas estradas, com cobrança
de uma espécie de pedágio - a "Renda da
Barreira" - desde que os recursos fossem aplicados na
mesma, teve início, em 1837, a construção
da Estrada da Maioridade, usando parte do traçado da
Estrada do Mar. A estranha denominação foi homenagem
à maioridade de D. Pedro II. Em 1844, foi concluída
e percorrida por D. Pedro II e Dona Tereza Cristina, dois
anos depois, em coche imperial.
Com o fim da lei da "Renda da Barreira", a estrada
foi abandonada até 1905, pois sofria a concorrência
da linha férrea, inaugurada em 1867. Em 1913, a estrada
comerçou a ser recuperada, e, em 1920, foi criada por
Rudge Ramos a "Sociedade Caminho do Mar", que reconstruiu
a estrada e estabeleceu pedágio. Em 1921, Washington
Luís, então presidente do Estado de São
Paulo, determinou a construção de conjunto de
monumentos, visando destacar a importância da obra que
ali se realizava e da importância histórica dos
caminhos da serra para São Paulo e litoral. Assim,
surgiram o Pouso Circular, em boas condições,
apesar de certo abandono.
Em 1922, foi pavimentado em concreto, a título de experiência,
trecho mais íngreme da estrada. Em 1923, o governo do
Estado adquiriu a "Sociedade Caminho do Mar" e abriu
a estrada ao público, cessando a cobrança de pedágio.
Parte da estrada ligando Santos a Cubatão foi asfaltada
em 1928 e já se começava a discutir a construção
de nova via. O que só foi possível em 1939, quando
tiveram início as obras da Via Anchieta.
Atualmente, a Caminho do Mar ou Estrada Velha do Mar, como é
conhecida, está com tráfego proibido entre os
km 43 e 53, devido ao desabamento decorrente das chuvas de 1992.
O governo do Estado realiza obras de recuperação,
mas tudo indica que será apenas uma rodovia para fins
turísticos eabc123 escolares
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