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CONCESSÃO DE RODOVIA:

Articulista:
Rogério Wallbach Tizzot, que foi coordenador do Programa de Reforma da Conservação Rodoviária (Nações Unidas e Governo da Alemanha), é Vice Presidente Região Sul da ABDER (Associação Brasileira dos Departamentos de Estradas de Rodagem) e Diretor Geral do DER do Paraná.

A réplica de Tizzot

Primeiramente, um reparo: o Sr. Moacir Duarte refere-se ao meu artigo com o título "As concessões e a iniciativa privada", quando na verdade o título é "O pedágio e a CIDE".

Seria impróprio, e desinteressante ao leitor, estabelecer neste espaço uma discussão com o Sr. Moacir Duarte da ABCR sobre os números por mim apresentados e por ele contestados. Os números estão registrados e as pesquisas realizadas pelo jornal paranaense Gazeta do Povo nos mostram o apoio da população à luta do Governo do Paraná contra as tarifas do pedágio. Apoio também expresso por 83% dos paranaenses ao Governo Requião em recente pesquisa publicada pela Revista Isto É.

É compreensível a defesa do Sr. Moacir ao negócio das concessões, pois é pago para isto, mesmo apelando para levar o assunto ao campo político e ideológico. Entretanto, exagera quando afirma estar preocupado com "as reais necessidades da população, particularmente a mais carente".

Minha crítica ao relacionamento ABCR/BNDES em 1997 é para ressaltar que, neste caso, o dinheiro público deveria ser aplicado diretamente pelo setor público e não através de intermediários.

Quanto ao uso da CIDE para o setor rodoviário, não se trata de negar a importância da iniciativa privada no desenvolvimento do país, pois isto é inquestionável, mas sim de alertar aos governantes que este recurso precisa e deve ser aplicado na infraestrutura de transportes através de contratos administrativos com as empresas.

O aspecto crítico dessa afirmativa destina-se à iniciativa do governo federal em "conceder" rodovias ao invés de esgotar os recursos da CIDE, pagos por todos os usuários, na recuperação de estradas. Não se trata de fomentar uma guerra entre governo e iniciativa privada, e sim estabelecer a definição do papel de cada um em benefício da nação.

 


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