NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ANTT
Em relação ao editorial “AS EMPRESAS TINHAM RAZÃO - A ANTT, NÃO” veiculado no site www.estradas.com.br, a Agência nacional de Transportes Terrestres esclarece que a equipe que realiza os estudos para a licitação do Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros fez um trabalho brilhante e correto. Essa equipe atendeu inclusive o prazo estipulado pelo TCU.
O único problema é que o trabalho se baseou em informações fornecidas pelas próprias empresas, não auditadas pela ANTT, e mostrou resultados conflitantes com a situação atual da frota. O adiamento proposto tem por objetivo dimensionar adequadamente a frota para atender a demanda.
Licitar hoje 1.475 linhas que atendem as regiões do país com base nos estudos defasados seria uma irresponsabilidade.
A ANTT ressalta o trabalho da sua equipe técnica que foi confiável, produtivo e louvável.
Comentário Adicional Estradas.com.br
No nosso comentário sobre o adiamento do processo de licitação do transporte interestadual de passageiros reconhecemos a complexidade da licitação e dissemos que a equipe envolvida tinha que trabalhar melhor. Entretanto, ao invés de reconhecer que falhas acontenceram, a ANTT resolveu contestar nosso comentário.
E diz:
“O único problema é que o trabalho se baseou em informações fornecidas pelas próprias empresas, não auditadas pela ANTT, e mostrou resultados conflitantes com a situação atual da frota.”
ÚNICO PROBLEMA?
1) Se o trabalho foi “brilhante e correto” porque o adiamento?
2) Se o trabalho se baseou em dados não confiáveis como classificá-lo como correto?
3) Há uma máxima no conceito de qualidade que diz. “Não adianta fazer bem feito o que não é para ser feito”. Ora, se os dados de frota e de demanda de passageiros não estavam corretos, porque trabalhar com eles?
4) Com a publicação do Decreto 2.521/98 o prazo para a licitação passou a ser improrrogável e as permissões expiraram em 08 de outubro de 2008. A ANTT sabia, desde quando foi constituída em 2001, que teria que licitar o transporte interestadual de passageiros em 2008. Em setembro de 2008 deu autorização especial para as empresas operarem, exatamente por não ter cumprido essa missão. Portanto, não cumpriu prazo.