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ANIP
- Associação Nacional da Indústria
de Pneumáticos
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ABIP
- Associação Bras. da Indústria
de
Pneus Remoldados
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O
setor de pneus vive em guerra declarada, tendo de um lado as multinacionais,
representadas pela ANIP- Associação Nacional da
Indústria de Pneumáticos e do outro a ABIP- Associação
Brasileira da Indústria de Pneus Remoldados, entidade comandada
por Francisco Simeão, dono da BS Colway, empresa que utiliza
pneus importados para, através de remoldagem, colocá-los
no mercado brasileiro, a custo mais baixo que os pneus fabricados
pelas multinacionais.
Por
trás dessa luta está o interesse de conquistar consumidores
e convencer a sociedade sobre quem é mais responsável
em termos ambientais, já que a legislação
brasileira determina o recolhimento dos pneus usados, numa proporção
maior dos que os já fabricados.
No
intuito de oferecer a ambas as partes a oportunidade de contar
sua versão dos fatos, o www.estradas.com.br convidou ambas
entidades a fazerem CINCO perguntas para seu respectivo oponente.
A ANIP fez seis, que foram respondidas, já a ABIP respeitou
o limite de cinco perguntas que foram respondidas também.
Mantivemos
o limite de cinco perguntas, excluindo a última enviada
pela ANIP e a respectiva resposta.
Não estipulamos espaço para a resposta nem tamanho
das perguntas, deixando ambas as partes com liberdade de perguntarem
e responderem conforme sua conveniência e interesse.
Para
facilitar o entendimento, sugerimos que, os não familiarizados
com o tema visitem o website de ambas entidades para entender
melhor quem é quem.
Esse
capítulo será o primeiro de uma série do
www.estradas.com.br sobre o tema, já que pneus são
fundamentais para a segurança no transporte de carga e
pessoas. Deixamos a cargo dos usuários do Estradas avaliarem,
nesse debate entre as entidades, onde pode estar a verdade. Sugerimos
muita atenção, afinal, independente do respeito
às normas ambientais, também está em jogo
a vida dos usuários de veículos e a segurança
pública.
Rodolfo
Alberto Rizzotto
Editor do www.estradas.com.br
Coordenador do SOS Estradas
PERGUNTAS
DA ABIP
- Associação Bras. da Indústria de Pneus Remoldados
RESPOSTAS
DA ANIP
ABIP
- 1)
Considerando
que de acordo com a Resolução Conama 258/99, para
importar cada 4 pneus, os importadores estão obrigados
a provar previamente ao desembaraço aduaneiro no Brasil
que coletaram em território brasileiro e destinaram 5 pneus
inservíveis, A ANIP acha possível que os países
da Comunidade Econômica Européia poderão enviar
para o Brasil os 90 milhões de pneus usados que a partir
de junho de 2006 estarão proibidos de destinar, mesmo se
picados, em aterros sanitários?
ANIP
- R:
A
persistir a atual situação, com a liberação
das importações de pneus usados por meio de liminares
(algumas sem nenhum compromisso ambiental), o Brasil tende a piorar
sua condição de lixo do mundo nos próximos
anos. A partir de junho 2006, quando entra em vigor a diretiva
2002/96/CE, que proíbe o depósito de pneus usados
em aterros sanitários, o volume de pneus usados enviados
da União Européia para o Brasil deve aumentar consideravelmente.
Embora não seja possível afirmar que o Brasil será
o único destino do descarte de 90 milhões de pneus
usados da União Européia, é bastante plausível
que o País receba este montante nos próximos anos,
considerando o crescimento das importações de pneus
usados e a falta de uma legislação mais rigorosa.
Só para se ter uma idéia da evolução
das importações de pneus usados, segundo dados da
Secex, em 2003 entraram no País 4,2 milhões de unidades,
em 2004 este número saltou para 7,6 milhões e em
2005 chegou a 10,5 milhões.
ABIP
- 2) A
ANIP tem consciência que se tivesse concordado pagar apenas
R$ 0,40 por pneu de automóvel e o equivalente em peso por
pneus de carga, aos coletores de resíduos sólidos,
teria cumprido a totalidade de sua obrigação ambiental
até 31.12.04, assim evitando a multa que recebeu do ibama
por ter deixado de coletar o equivalente a quase 70 milhões
de pneus de automóvel?
ANIP
- R:
A
linha de trabalho que a ANIP escolheu foi a conscientização
da população e a implantação do maior
número possível de pontos de coletas e "Ecopontos".
Dentro dessa filosofia de apostar na consciência ambiental,
a ANIP investiu, até o momento, mais de US$ 22 milhões,
sendo US$ 10 milhões somente em 2005, na implantação
de novos Ecopontos pelo Brasil. Hoje, a ANIP conta com mais de
170 pontos de coleta espalhados em 20 estados brasileiros e nossa
meta é investir ainda mais na expansão do Programa
de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis,
nas parcerias com as prefeituras e outras entidades para auxiliar
na divulgação junto à comunidade e no surgimento
de novas formas de destinação ambientalmente adequadas.
Desde que o Programa foi implantado, foram destinados mais de
100 milhões de pneus de forma ambientalmente correta.
ABIP
- 3)
Qual
seria, afinal, a quantidade percentual em relação
aos pneus que coleta no mercado brasileiro, que as empresas filiadas
a ANIP poderiam coletar e destinar?
ANIP
- R:
A ANIP reivindica que a meta estabelecida pelo Conama aos
fabricantes de pneus novos seja baseada nas vendas do mercado
de reposição e no volume de pneus disponíveis
para coleta.
ABIP
- 4)
O IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São
Paulo, contratado pela ANIP para realizar determinada pesquisa,
afirmou mesmo existir mais de 10 milhões de pneus usados
(carcaças) em condições de serem remoldados?
ANIP
- R:
O estudo do IPT, órgão de total credibilidade
e vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e
Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo,
estima que 22 milhões de pneus são trocados anualmente
no País, sendo que desse total 46,8% são pneus usados
e 53,2 % são pneus inservíveis. Ou seja, em torno
de 10,4 milhões de pneus são passíveis de
serem analisados para reforma. Deste total, 1,02 milhão
são encaminhados diretamente para reforma ou para serem
vendidos como segunda mão (meia-vida). A diferença
- 9,38 milhões - é levada pelos clientes e pode
ser perfeitamente objeto de escolha para reutilização,
seja como segunda mão ou no setor de reforma (recapado,
recauchutado ou remoldado). Disso se entende que não há
necessidade de importar pneus usados para abastecer o setor de
reforma.
ABIP
- 5)
A luta da ANIP contra a importação de pneus
usados, que por sinal são comercializados pela Goodyear
e Bridgestone / Firestone nos EUA (em suas lojas de venda ao consumidor),
ocorre por questão de mercado, ou porque a ANIP está
mesmo preocupada com o meio ambiente brasileiro?
ANIP
- R:
A luta da ANIP contra a importação de pneus usados
se baseia principalmente em dois aspectos: os danos causados ao
meio ambiente e a concorrência desleal que se estabelece
no mercado. Em relação à questão ambiental,
é inadmissível que o Brasil continue a receber o
lixo produzido no mundo, sendo obrigado a destruir os pneus usados
de outros países, quando na verdade deveria utilizar seus
recursos para a destinação ambientalmente correta
dos pneus produzidos no Brasil.
Além disso, muitos dos pneus usados importados são
vendidos diretamente como pneus meia-vida, sem passar por qualquer
processo de reforma, sem pagar impostos e, pior, logo serão
despejados no meio ambiente, uma vez que já estão
no fim de sua vida útil.
Além da questão ambiental, a importação
de pneus usados constitui uma concorrência desleal de mercado.
A carcaça importada chega ao Brasil a um custo baixíssimo,
recebe apenas 30% de borracha nova e o pneu reformado é
vendido como se fosse novo, não deixando claro para o consumidor
que se trata de um pneu usado que foi reformado, conforme atestam
as decisões do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação
Publicitária (CONAR).
Cabe ressaltar que os fabricantes de pneus novos não são
contra a reforma de pneus. Apenas defendem que a reforma se faça
a partir de pneus usados fabricados no Brasil, onde geraram empregos,
impostos e investimentos, e deixando claro para o consumidor que
se trata de um pneu usado reformado.
PERGUNTA
DAS
ANIP - Associação Nacional da Indústria de
Pneumáticos
RESPOSTAS
DA ABIP
ANIP
- 1) Segundo relatório do SECEX/MDIC, só
em 2005 foram importados 10,5 milhões de pneus usados,
todos por meio de liminares. O setor de reforma, pelos dados disponíveis,
possui uma capacidade instalada que varia entre 2,5 milhões
e 4 milhões de pneus de automóvel/ano. Se considerarmos
que não foi utilizado nenhum pneu usado nacional, que destino
teve a quantidade remanescente, onde foram parar os mais de 6
milhões de pneus usados importados no ano passado?
ABIP
- R: Mais
de 5 milhões de pneus usados importados foram utilizados
na fabricação de pneus remoldados, setor este que
não utiliza pneus usados nacionais em seu processo industrial.
As perdas industriais, no processo fabril, são da ordem
de 8%, chegando até a 10%.
Pouco mais de 2 mihões de pneus usados importados foram
utilizados na produção de pneus recauchutados de
passeio;
Cerca de 500 mil pneus usados importados foram utilizados na produção
de pneus de carga;
Dois milhões de pneus usados importados formaram estoques
estratégicos no segmento industrial de reforma de pneus.
-Estima-se que 1 milhão de pneus usados importados foram
comercializados como "pneus meia-vida". Com a aprovação
do PLS 216/03, com o texto do Substitutivo do Senador Valdir Raupp,
aprovado na CAS - Comissão de Assuntos Sociais, do Senado
Federal por 18 votos a um, a importação e comercialização
de pneus usados importados estará proibida.
ANIP
- 2) As liminares são concedidas exclusivamente
para a importação de pneus usados que posteriormente
devem ser reformados. Enquanto representante desse segmento do
setor de reforma, quem responde pelo crime de descaminho, sob
pena de prisão por descumprimento do que foi determinado
pela Justiça, na exata justificativa alegada pelo importador?
ABIP
- R:
Sem dúvida uma bela "forçada de barra"
de quem está interessada somente no mercado, que não
consegue mais dominar e que "faz de conta" ter preocupação
ambiental apenas.
Para ser mais didáticos, citamos de início o exemplo
da Goodyear, Bridgestone/Firestone e Pirelli, quando importam
negro de fumo, malhas de aço, malhas de nylon, borracha
e outras matérias-primas para utilização
na fabricação dos pneus que fabricam. O que estas
empresas fazem com as sobras industriais? O que fazem com os produtos
que não chegam na qualidade contratada? A resposta é
simples: "dão a eles outro destino, vendendo-os, enfim,
procurando minimizar suas perdas", SEM COM ISSO ESTAREM COMETENDO
O CRIME DE DESCAMINHO, SOB PENA DE PRISÃO, ETC...
No caso da importação de pneus usados, destinados
à fabricação de pneus remoldados, quanto
ao meio ambiente e à Fazenda Nacional, ocorre o seguinte:
1. Para importar cada quatro pneus usados (matéria-prima),
é obrigatório coletar e destinar de forma ambiente
correta CINCO pneus inservíveis. TODAS AS EMPRESAS FABRICANTES
DE PNEUS REMOLDADOS, em conjunto, destinaram muito mais do que
a proporção exigida pela Resolução
Conama 258/99;
2. Pelas importações foram pagos 100% DOS TRIBUTOS
E ENCARGOS sobre elas incidentes;
3. O único mal que essas importações fazem
é: REDUZEM O LUCRO DAS MULTINACIONAIS DOS PNEUS, favorecendo
o consumidor que passou a ter uma opção que segura
os preços dos pneus novos.
Quanto à parcela de pneus usados que não se transforma
em PNEUS REMOLDADOS:
1. Em JUN 05 o Ibama multou a BS Colway em R$ 400,00 por pneu,
em razão de ter vendido parcela menor de pneus usados que
não havia passado na re-inspeção de qualidade
em sua fábrica (só embarcam, na Europa, pneus usados
inspecionados) para utilização pela indústria
de pneus recauchutados. Entendeu o Ibama ter havido descaminho.
Em razão disso, a empresa passou a estocar essa sobra e
peticionou em juízo pedindo confirmação de
seu direito de vendê-la, uma vez que o setor fabricante
de pneus recauchutados está operando com 40% de ociosidade
e seria um desperdício não utilizar essa sobra,
que é de melhor qualidade do que os pneus usados disponíveis
no território nacional para recauchutar.
2. Entre 8% a 10% apresentam defeitos durante o processo de fabricação.
Seria DESCAMINHO encaminhá-los para utilização
nos fornos de cimento, em substituição ao coque
de petróleo importado, economizando divisas ao País?
ANIP
- 3) Em suas entrevistas à imprensa o senhor
sempre enfatiza o seu nacionalismo e respeito ao Brasil e ao meio
ambiente. Sendo tão patriótico, por que defende
a importação de pneus usados de outros países,
um resíduo pós-consumo de difícil destinação,
que já foi motivo de discussão na Convenção
de Basiléia, e que pode transformar o Brasil em lixo do
mundo. Por que não coletá-los no território
nacional?
ABIP
- R:
Os senhores sabem muito bem que a Resolução Conama
nº 258/99 nasceu da nossa lavra, quando em 1998 levamos seu
texto como sugestão para ser debatida em grupo de trabalho
a ser formado no Conama, vindo a ser aprovada em 26.08.99. Portanto,
se no Brasil existe a obrigação de coletar e dar
fim ao "lixo-pneu", que está sendo cumprida,
ainda que parcialmente (caso as multinacionais dos pneus tivessem
cumprido apenas 50% de sua obrigação em 2004, 2005
e até MAR 06, não haveria mais pneus-lixo no País),
esse mérito sem dúvida é nosso, que por sinal
sempre tivemos nas multis o grande obstáculo a vencer.
Vocês sabem perfeitamente que não existe disponibilidade
de pneus usados em condições de recapabilidade no
território nacional, razão pela qual as empresas
recapadoras e recauchutadoras operam com 40% de ociosidade em
relação ao seu parque industrial instalado.
Como pode o Brasil se transformar em lixo do mundo, se a obrigação
é coletar e destinar 5 pneus para cada 4 importados? Os
senhores não conhecem aritmética?
ANIP
- 4) A BS Colway foi condenada várias vezes
pelo CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação
Publicitária) por induzir o consumidor a erro anunciando
em suas campanhas o pneu remoldado como se fosse novo. Por que
a BS Colway não enfatiza as características do pneu
remoldado em suas propagandas ao invés de enganar o consumidor,
manipulando a imagem desse produto como se fosse um pneu novo?
ABIP
- R:
A BS Colway NUNCA FOI CONDENADA a retirar sua propaganda do ar,
sendo que o CONAR em algumas ocasiões apenas exigiu que
procedesse a pequenas modificações, que por sinal
a BS Colway sempre cumpriu de pronto. Outrossim, a BS Colway NUNCA
enganou seu consumidor e vem informando em seus comerciais que
OS PNEUS BS COLWAY SÃO FABRICADOS PELO MODERNO E ECOLÓGICO
PROCESSO DA REMOLDAGEM, o que sempre foi aceito pelo CONAR.
Entretanto, quem foi obrigada a RETIRAR DO AR INCONDICIONALMENTE
SEU COMERCIAL denominado O MASCARADO, foi a ANIP (que representa
as multis). Sob a SINGELA alegação de estar melhor
informando o consumidor sobre os pneus remoldados, veiculou o
tal comercial "O MASCARADO". Quando retirado, POR UNANIMIDADE
DE VOTOS, a "sentença" foi a seguinte: "VOTO
- Inicialmente, inarredável concluir-se que o anúncio,
da maneira como vem sendo veiculado, é abusivo e antiético.
Com efeito, é inquestionável a meu ver que a campanha
publicitária denominada "O MASCARADO", de responsabilidade
das Denunciadas, denigre a imagem do setor de pneumáticos
remoldados, ao mesmo tempo em que induz, maliciosamente, os consumidores
a erro, posto que lhes incute a idéia de que "pneus
remoldados" não prestam, são perigosos e guardam
vícios ocultos.
........
salta aos olhos que as denunciadas deliberadamente investem de
maneira explícita contra o produto pneus remoldados, fazendo-o,
é preciso acentuar, de forma dissimulada, posto que pretendem
fazer crer que se trata de uma singela "CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO",
quando, em verdade, o seu verdadeiro desiderato é desbancar
a concorrência.
.....Nesse sentido, sobre denegrimento de imagem, concorrência
desleal e propaganda comparativa, já se manifestou o CONAR
em diversos outros julgados, ..... São Paulo, 03 de março
de 2005. CONAR.
E
finalmente, a maior prova de que a BS Colway respeita o consumidor
é que em AGO 05 foi escolhida como MARCA DE CONFIANÇA
DO CONSUMIDOR BRASILEIRO, em pesquisa realizada pelo IBOP, publicada
na revista Seleções de Readers Digest. Aliás,
não é por outra razão que em apenas cinco
anos de fabricação ostenta hoje a seguinte participação
no mercado de trocas, de pneus de passeio, fabrica e vende mensalmente:
- 43% do total de vendas da Goodyear, empresa líder do
mercado;
- 42% do total de vendas da Pirelli;
- 50% do total de vendas da Bridgestone / Firestone;
- 143% do total de vendas da Michelin.
Diante desse quadro é de perguntar: "POR QUE RAZÃO
AS MULTIS FAZEM CARGA CONTRA A BS COLWAY?"
ANIP
- 5) A BS Colway foi recentemente multada pelo IBAMA
(Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis) com base no Decreto Federal 3919/2001 da Presidência
da República por ter comercializado pneus usados importados
quando autorização judicial permitia somente o uso
para reforma. Esse ato infracionário não configura
o crime de descaminho?
ABIP
- R:
Em primeiro lugar, o próprio Decreto 3.919/01, editado
para atender reclamos das multinacionais contra nossa presença
no mercado, é inconstitucional por não existir texto
legal que o fundamente, conforme decisão do Tribunal Regional
Federal da 4ª. Região / Desembargador Carlos Eduardo
Thompson Flores Lenz (BS Colway x Ibama): "Não pode
o IBAMA pretender ignorar a decisão do TRF2ª Região
com o argumento de que não foi parte na lide. Não
se lhe aplicam, com certeza, os efeitos de imutabilidade e indiscutibilidade
do decisum. Porém, opondo-se a esse, devem em juízo
buscar sua reforma, não podendo ignorá-lo, desconhecendo
os princípios do Estado de Direito. Não fossem suficientes
tais argumentos, é questionável a multa cominada
no Decreto 3.919/2001, porque não existe lei que a fundamente".
Em relação ao fato de ter comercializado pneus usados
(que foram recusados pelo setor de re-inspeção de
qualidade), a resposta à pergunta "2" aqui se
encaixa perfeitamente.