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1. História do asfalto
O
asfalto é, sem dúvida, um dos mais antigos materiais
utilizados pelo homem. Escavações arqueológicas
revelam o seu emprego em épocas anteriores à nossa
Era. Assim, na Mesopotânia, o asfalto era usado como aglutinante
em trabalhos de alvenaria e construção de estradas.
Os reservatórios de água e as salas de banhos
eram impermeabilizados com asfalto. Citações bíblicas
revelam o seu emprego como impermeabilizante na Arca de Noé.
Os egípcios utilizaram o asfalto em trabalho de mumificação.
A história nos mostra que o asfalto tende a se perpetuar
ao longo dos séculos. (fonte: IBP)
2.
Obtenção
Os
materiais betuminosos que podem ser utilizados em pavimentação
classificam-se em dois tipos :
Derivados
do carvão - "Alcatrão" - (deixaram de
ser utilizados no Brasil na década de 60)
Derivados
do petróleo - "Asfalto"
À
partir de 1909 iniciou-se o emprego de asfalto derivado de petróleo,
obtido pelo processo de refinação, que pelas suas
características de economia e pureza em relação
aos asfaltos naturais, constitui atualmente a principal fonte
de suprimento para pavimentação.
Cerca
de 95% dos asfaltos fabricados no Brasil são utilizados
em trabalhos de pavimentação, destinando-se uma
pequena parcela à aplicações industriais.
3. Extensão Total das Rodovias Pavimentadas e Não
Pavimentadas no Brasil:
A
extensão total da malha rodoviária brasileira
(federal, estadual e municipal) é de 1.724.924 km, sendo
que apenas 9,5 % da extensão total ou 164.247 km é
pavimentada.
4.
Distribuição da rede rodoviária brasileira:
A
extensão brasileira pavimentada de 164.247 km têm
a seguinte distribuição, (fonte: DNER - 1999)
:
Federais
- 55.905 km pavimentados ou 34,03%
Estaduais - 75.973 km pavimentados ou 46,25%
Municipais - 16.993 km pavimentados ou 10,35%
5.
Como se inicia a formação dos buracos no Pavimento
Asfáltico?
Os
buracos são formados através da infiltração
das águas da chuva pelo revestimento asfáltico,
em conjunto com as ações do tráfego. Assim,
faz-se necessário um programa asfáltico adequado
de manutenção preventiva para evitar a formação
de fissuras, que são provocadoras da formação
dos buracos.
6.
A importância da conservação nas estradas
As
análises do dados recentes do DNER, uma rodovia em mau
estado de conservação representa 58% a mais no
consumo de combustível, 38% no custo de manutenção
dos veículos, o dobro do tempo de viagem e aumenta o
número de acidentes em 50%.
A má conservação de nossas rodovias federais
representa um gasto anual de R$ 1,7 bilhão, devido ao
acréscimo dos custos operacionais e do custo com a perda
de vidas humanas (78 mil pessoas/ano).
7.
Fatores que influenciam na segurança das estradas:
A
maioria dos acidentes ocorrem por falhas humanas;
Os defeitos dos veículos é um outro fator
relevante;
A geometria da malha viária afeta diretamente no
escoamento da água da chuva e consequentemente na dinâmica
do veículo;
O revestimento asfáltico de textura mais porosa
melhora sensivelmente a relação de aderência
pneu x pavimento, evitando derrapagens em condições
de tráfego sob chuva (pistas molhadas).
8.
A importância sócio-econômico de vias pavimentadas
Uma
adequada infra-estrutura viária com revestimento asfáltico
além de proporcionar benefícios direto aos usuários
com a melhoria dos níveis de conforto e segurança,
e ainda a redução dos custos operacionais dos
veículos, incrementa o progresso sócio-econômico
do país, repercutindo positivamente, na qualidade de
vida, estruturação espacial das comunidades, disponibilidade
de transporte coletivo, promovendo o escoamento da safra agrícola,
incremento às riquezas nacionais.
9. Novas Tecnologias
O
asfalto têm sido o principal material ligante utilizado
na construção de rodovias e vias urbanas, entretanto,
o aumento do número de veículos comerciais e da
carga transportada por eixo tem levado ao fracasso prematuro
dos pavimentos, resultando em aumento dos custos de manutenção,
engarrafamentos e atrasos aos usuários. Assim muitos
modificadores têm sido desenvolvidos para melhorar as
propriedades do asfalto, gerando grandes benefícios para
os usuários.
Os
asfaltos de alta performance prolongam a vida do pavimento,
diminuindo as manutenções periódicas, prejuízos
financeiro e atrasos aos usuário, e principalmente, os
níveis de acidentes rodoviários, fornecendo uma
solução eficaz em termos de custo/benefício.
10.
Principais benefícios dos asfaltos de alta performance
(dependendo do tipo de serviço asfáltico projetado)
para os usuários:
Facilita
o escoamento da água no pavimento, tornando-o anti-derrapante;
Evita a formação precoce de buracos por
muito tempo;
Evita quebra de suspensão e furos de pneus;
Em dias de chuva, a ultrapassagem feita por veículos
pesados não forma cortina d'água, que ofusca a
visão do motorista;
Menor reflexão luminosa do pavimento molhado, tanto
de dia como sob iluminação noturna;
Maior percepção de sinalização
vertical durante a noite;
A viagem fica mais rápida, tranqüila e econômica,
reduzindo o nível de estresse do usuário.
11. Conheça as principais obras que utilizaram asfaltos
com tecnologia:
Rodovia
Anhanguera / Ribeirão Preto - SP
Rodovia Castello Branco - SP
Rodovia Presidente Dutra - SP/RJ
Rodovia das Cataratas BR 277- PR
Rodovia Rio-Teresópolis BR 116
Rodovia SP 224 - Ribeirão Preto / Araraquara
Rodovia do Mercosul BR 290 - RS
Sistema Anchieta - Imigrantes - SP
Sistema Anhanguera - Bandeirantes - SP
Aeroporto Santos Dumont - RJ
Autódromo de Goiânia - GO
Autódromo de Jacarepaguá - RJ
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