Riso garantido ou seu dinheiro de volta
"Eu trabalhava numa agência de publicidade no Rio. Resolvi fazer um espetáculo no Teatro Senac em Copacabana, em 1978. Foi um sucesso e larguei meu emprego."

Sérgio Rabello

O slogan do ex-publicitário Sérgio Rabello, já demonstra seu talento para fazer graça sem recorrer ao submundo das piadas grosseiras, cujo riso é extraído a fórceps.

Seu show "Quem é vivo sempre desaparece", que passou três anos em cartaz no Maksoud Plaza em São Paulo, está iniciando tournée nacional. A primeira escala é o Rio de Janeiro, onde tudo começou.

" Eu trabalhava numa agência de publicidade no Rio. Resolvi fazer um espetáculo no Teatro Senac em Copacabana, em 1978. Foi um sucesso e larguei meu emprego."

Rabello reconhece que é um solitário do humor, pois faz os espetáculos sozinho e escreve seu próprio texto. "Sinto falta da convivência no camarim".

Apesar de contar piadas, o forte do seu show é o próprio texto e sua criatividade que tornam os espetáculos únicos, sem precisar apelar. "É o meu diferencial".

Apesar da boa vontade da mídia, Sérgio Rabello evitou fazer televisão. "Talvez por ter sido publicitário sei que a televisão pode desgastar . Prefiro o teatro e fazer meus shows para empresas." Neste aspecto Rabello é um campeão de audiências. Casa sempre cheia e agenda também. Suas apresentações são muito requisitadas e sempre apreciadas.

Usuário regular de estradas, pois faz muitos shows no interior, Rabello acha os pedágios uma piada de mau gosto. "Viajei este ano de São Francisco até Seatle, por 1.700 km e só paguei 1 pedágio de US$ 2,00 ." Mas reconhece que as rodovias melhoraram com a privatização.
Quando viaja a trabalho tem motorista, mas no lazer prefere dirigir. " Adoro viajar e sou um bom motorista, quando não estou distraído."

Pai de um casal de filhos, um físico , que vive em Houston e já participou de duas equipes de universidades vencedoras do Nobel, e uma jovem que está aprimorando o inglês no Canadá, Rabello garante ser bem humorado no dia a dia.
Perguntado se rir é o melhor remédio, disse ser suspeito para falar, mas admite: " Eu invejo meu público", brinca Rabello.
Embora já conheça quase todas as piadas que os fãs contam, procura rir educadamente. "Engraçado é quando tem gente que pensa que eu não conheço e ainda diz assim: Coloca no show. Diz que é tua."

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