Som legal de Minas
"Pato Fu: É uma “luta marcial” entre patos... tirando esse significado absurdo, gostamos do nome, porque, em português, faz uma referência ao
oriente, e não remete a nenhum estilo musical."

Pato Fu

Irreverência, bom-humor e originalidade. Estas são as marcas registradas do Pato Fu, um dos grupos que mais tem se destacado no cenário musical brasileiro. Formado por Fernanda Takai (violão e voz), seu marido John (guitarra e voz), Ricardo Koctus (baixo e voz) e Xande (bateria e percussão), o conjunto teve origem em 1992, no estado de Minas Gerais. Ao longo desses oito anos, o Pato Fu já gravou cinco álbuns, emplacando nas paradas de sucesso vários hits, como “Sobre o Tempo”, “Pinga”, “Antes que seja tarde” e “Depois”, do último disco, “ Isopor”. Confira a seguir a entrevista do grupo à Revista das Estradas.

Revista das Estradas- Como se formou o Pato Fu?
Pato Fu - O Pato Fu se formou da dissolução de um dos antigos projetos musicais do John, o “Sustados Por Um Gesto”.
RDE- Por que o nome “Pato Fu”?
PF- É uma “luta marcial” entre patos... Tirando esse significado absurdo, gostamos do nome, porque, em português, faz uma referência ao
oriente, e não remete a nenhum estilo musical.
RDE- Qual foi a maior influência do mundo musical para o conjunto?
PF- A maior? Acho que o rock pós-punk dos anos 80...
RDE- O que acham do formato de música MP3, cada vez mais disseminado pela Internet?
PF- Ainda vai ser a grande forma de distribuição de música. Só precisamos acertar algumas questões relativas ao direito autoral. Aí, a coisa vai esquentar mesmo!
RDE- E da questão da pirataria?
PF- A pirataria tá atrapalhando! Mas o preço dos CD’s nas lojas também tá atrapalhando...
RDE- O Pato Fu foi um dos primeiros grupos brasileiros a ter uma página na Internet (http://www.patofu.com.br). Qual tem sido o retorno do site para o conjunto?
PF- Muito bom. Criamos uma verdadeira legião de amigos, e tudo que fazemos tem uma resposta muito rápida.
RDE- Qual a relação dos integrantes do grupo com os fãs?
PF- Sempre tratamos todo mundo com cordialidade e respeito. Pra gente, não é nem um pouco penoso dar um pouco de atenção a quem nos procura.
RDE- O que estão fazendo no momento?
PF- Shows, shows e shows.
RDE- Costumam viajar pelas estradas brasileiras para fazer shows ou em momentos de lazer? Qual a opinião do grupo a respeito de nossas rodovias?
PF- Viajamos o tempo todo! Ah, tem estrada de todo jeito... Tem umas regiões que são dureza...
RDE- O que acham dos pedágios e radares instalados nas rodovias?
PF- Gostamos quando realmente contribuem para tornar a rodovia melhor e mais segura. Do contrário, é só um imposto a mais.
RDE- Já presenciaram alguma situação mais perigosa ou curiosa na estrada?
PF- As situações mais perigosas e curiosas que acontecem num ônibus de banda acontecem DENTRO do ônibus, e não na estrada. É uma mistura de canseira com bagunça!
RDE- Que recado gostariam de deixar para os leitores da Revista das Estradas?
PF- Um abraço a todos, e, é claro, estamos na estrada! A gente se encontra por aí!

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